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Métodos de Entrega de Projetos para Arquitetos: Os 6 Melhores Modelos

Descubra os 6 principais métodos de entrega de projetos na arquitetura, suas vantagens, desvantagens e quando aplicar cada um para garantir eficiência, controle e qualidade na execução.

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5 de novembro de 2025
#gestão de projetos#produtividade#eficiência
Imagem do artigo: Métodos de Entrega de Projetos para Arquitetos: Os 6 Melhores Modelos

Melhores Métodos de Entrega de Projetos na Arquitetura

Introdução

Você já se perguntou qual é o melhor método de entrega de projetos para o seu escritório de arquitetura? Escolher o modelo certo pode ser o divisor de águas entre um projeto bem-sucedido e um cronograma cheio de imprevistos.

Na prática, o método de entrega define como as responsabilidades entre arquiteto, cliente e construtor são organizadas — desde o desenho até a execução final. Ele influencia custos, prazos, comunicação e até o nível de controle criativo que o arquiteto mantém.

Neste artigo, você vai entender em profundidade os 6 métodos de entrega de projetos mais utilizados no mercado: Design-Bid-Build, Design-Build, Construction Management at Risk, Integrated Project Delivery (IPD), Design-Assist e Public-Private Partnership (PPP). Com exemplos reais, dicas práticas e uma análise das vantagens e limitações de cada modelo, você terá clareza para escolher a melhor abordagem para cada tipo de obra — do pequeno projeto residencial ao grande empreendimento corporativo.

1. Design-Bid-Build (DBB): O modelo tradicional

O Design-Bid-Build é o método mais conhecido e ainda amplamente utilizado, especialmente em obras públicas. Nesse formato, o arquiteto desenvolve o projeto completo, que depois é colocado em licitação para contratação do construtor.

Vantagens:

  • Clareza de papéis entre arquiteto, cliente e construtora
  • Forte controle de qualidade no projeto
  • Processo competitivo que pode reduzir custos de construção

Desvantagens:

  • Comunicação fragmentada entre projetista e executor
  • Possibilidade de conflitos durante a obra
  • Maior tempo total de entrega

Exemplo real: O Museu de Arte de São Paulo (MASP), projetado por Lina Bo Bardi, seguiu um modelo similar — o projeto foi totalmente concebido antes da execução, o que garantiu o controle total da autoria e a qualidade técnica.

2. Design-Build (DB): Integração total entre projeto e obra

No Design-Build, o arquiteto e o construtor trabalham sob um único contrato, unificando projeto e execução. É um modelo cada vez mais popular entre construtoras e clientes que buscam agilidade e menor risco de conflitos.

Vantagens:

  • Redução do prazo de entrega
  • Comunicação direta entre todas as partes
  • Menor possibilidade de disputas contratuais

Desvantagens:

  • Menor controle criativo do arquiteto
  • Risco de priorizar custos sobre qualidade

Exemplo real: O Apple Park, projetado por Foster + Partners, utilizou um modelo colaborativo próximo ao Design-Build, permitindo integração total entre design, engenharia e construção, resultando em eficiência e precisão.

3. Construction Management at Risk (CMAR)

Nesse modelo, o gerente de construção (Construction Manager) é contratado antes do início da obra para representar o cliente. Ele atua como parceiro estratégico, ajudando a controlar orçamentos, cronogramas e riscos, com a garantia de preço máximo garantido (Guaranteed Maximum Price).

Vantagens:

  • Previsibilidade financeira
  • Colaboração antecipada entre equipe de projeto e construtor
  • Redução de retrabalhos

Desvantagens:

  • Custo administrativo maior
  • Exige alta confiança entre as partes

Exemplo real: O Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, teve gestão de construção semelhante a esse modelo, garantindo a coordenação entre engenheiros, arquitetos e fornecedores internacionais.

4. Integrated Project Delivery (IPD): Colaboração máxima

O Integrated Project Delivery (IPD) é um dos métodos mais inovadores da atualidade. Ele une todos os participantes — arquiteto, engenheiro, construtor e cliente — em um contrato colaborativo compartilhado, com divisão de riscos e recompensas.

Vantagens:

  • Alinhamento total de objetivos
  • Redução de custos e retrabalho
  • Incentivo à inovação e sustentabilidade

Desvantagens:

  • Alta complexidade contratual
  • Requer maturidade de gestão e confiança entre as partes

Quando usar: Projetos grandes e de alta complexidade técnica, como hospitais, universidades e sedes corporativas.

5. Design-Assist: Colaboração antecipada

O Design-Assist é um modelo híbrido em que o arquiteto mantém o controle criativo, mas envolve engenheiros e construtores durante o desenvolvimento do projeto. Essa colaboração antecipada ajuda a prevenir problemas técnicos e otimizar custos antes da obra começar.

Benefícios principais:

  • Redução de erros e incompatibilidades
  • Melhor precisão de orçamentos
  • Aceleração na fase de aprovação e execução

Exemplo prático: Escritórios como o Gensler e o Perkins&Will utilizam amplamente esse modelo em projetos corporativos, garantindo integração entre design e viabilidade técnica desde o início.

6. Public-Private Partnership (PPP): Parceria para grandes obras públicas

As Parcerias Público-Privadas (PPPs) são comuns em grandes empreendimentos de infraestrutura, como aeroportos, hospitais e escolas. Nelas, o setor privado financia, constrói e opera o projeto, enquanto o público define diretrizes e metas de desempenho.

Vantagens:

  • Viabiliza grandes obras sem investimento público imediato
  • Incentiva inovação e eficiência
  • Aumenta o foco em manutenção e desempenho a longo prazo

Desvantagens:

  • Processos licitatórios complexos
  • Exige estabilidade regulatória e contratos robustos

Exemplo: O Metrô de Salvador é um caso de PPP bem-sucedida, unindo capital privado e controle público para expansão da infraestrutura urbana.

Conclusão

Os métodos de entrega de projetos definem muito mais do que a forma como uma obra é executada — eles moldam a dinâmica de colaboração, o nível de inovação e até o papel do arquiteto dentro do processo.

Enquanto o Design-Bid-Build privilegia controle e tradição, o Design-Build e o IPD representam a nova era da arquitetura colaborativa, voltada para eficiência, integração e tecnologia.

Ao dominar cada método, o arquiteto amplia seu repertório estratégico e fortalece sua posição no mercado. Pense no próximo projeto do seu escritório: qual modelo pode transformar sua entrega em algo mais eficiente e inovador?

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